NOME

EMAIL

Fenasan 2016

A Itália possui cerca de 18 mil estações de tratamento e gerencia mais de 440 mil quilômetros de redes de esgoto com 60% de água tratada. A tradição do país em saneamento básico é milenar e remonta à época do Império Romano - uma das primeiras civilizações antigas a preocupar-se com o fornecimento de água, coleta e tratamento de resíduos produzidos pelo homem. Um bom exemplo disso foi a construção de aquedutos que levavam água para diversas regiões de seu imenso território. Somente na cidade de Roma, foram construídos onze – o maior deles com 92 Km de extensão. Até hoje, os aquedutos figuram entre as mais importantes obras de engenharia da antiguidade e muitos deles ainda estão em operação.

Para mostrar a engenheiros, autoridades e especialistas brasileiros o know-how italiano em matéria de tratamento e fornecimento de água, a Italian Trade Agency, agência do governo italiano, traz ao Brasil o engenheiro ambiental Francesco Fatone, Ph.D em Biotecnologia Ambiental e Industrial e professor da Universidade de Verona, para fazer uma palestra sobre Gerenciamento circular das águas de esgoto municipais durante a 27ª Fenasan – Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente, principal encontro do setor na América Latina. Durante todo o evento, ele estará à disposição dos interessados no estande da ITA, no qual também será possível conhecer produtos e tecnologias da Itália para este setor.

Na apresentação, Fatone vai destacar os desafios da Itália no setor de gerenciamento de esgotos, bem como as tecnologias e projetos realizados no país. “Apesar de bem desenvolvido, o sistema ainda não chegou aos altos padrões de qualidade exigidos pela União Europeia. Nos próximos 30 anos, a Itália vai investir cerca de 30 bilhões de euros no tratamento de esgotos municipais”, explica Fatone. Segundo ele, “os investimentos trarão melhor sustentabilidade técnica, ambiental e econômica; eficiência energética, minimização de resíduos e recuperação de energia e de água”.

Coordenador do Smart-plant, projeto europeu de economia circular, Fatone vai explicar porque a União Europeia decidiu adotar, no final do ano passado, esse pacote de medidas que visa ao crescimento sustentável do bloco e a utilização inteligente de recursos, gerando competitividade global, crescimento econômico e aumento de empregos.

De acordo com o especialista, a economia circular é um sistema reparador, regenerativo, que busca manter produtos, componentes e materiais em circulação, tirando seu máximo valor e utilidade. “A ideia central é eliminar o próprio conceito de lixo e enxergar cada material dentro de um fluxo cíclico, de forma a que se faça o aproveitamento inteligente dos recursos que já estão em uso no processo produtivo”. Fatone diz que o novo modelo é o oposto da economia linear, que se baseia no processo extrair-produzir-descartar, o que traz risco de esgotamento de recursos naturais, entre as quais a água, e custos de extração cada vez mais elevados.

Para ele o gerenciamento de redes de esgoto sustentavelmente eficaz “deve ser planejado de acordo com as características urbanas de cada região. Nas menores, é mais fácil, por exemplo, aplicar técnicas de reuso. Já as maiores requerem tecnologias mais avançadas para eficiência energética, reuso e recuperação de recursos”. 

AGENDA

 

FENASAN 2016


Expo Center Norte
Rua José Bernardo Pinto, 333
Vila Guilherme, São Paulo
16 a 18 de agosto

Palestra GERENCIAMENTO CIRCULAR DE REDES DE ESGOTO MUNICIPAIS
16 de agosto, 15h00 - Sala Santana 2

ICE - Agência para a internacionalização das empresas italianas. Departamento para a promoção e intercâmbios da Embaixada da Itália
Av. paulista, 1.971 - 3º e 4º andares - CEP: 01311-300 - São Paulo (SP) Brasil - T. +55 11 2148.7250 F. +55 11 2148.7251

Copyright 2014. ICE - Todos os direitos reservados.